Da Imagem à Poesia, num click

Embora estrangeiras, Maureen Bisilliat e Claudia Andujar adotaram o Brasil como pátria e deram importante contribuição no campo das Artes e da Política!

A “Equivalência Fotográfica” de Maureen Bisilliat 

Maureen Bisilliat nasceu em Englefieldgreen, na Inglaterra, em 1931. Filha de diplomata, viveu em diversos países até fixar residência em São Paulo, em 1957, e se naturalizar brasileira na década seguinte.

Maureen, pintora de formação, realizou sua primeira obra de “equivalência fotográfica” (inspirada em clássicos da Literatura Brasileira): A Guimarães Rosa (1966) atendendo a uma sugestão de Guimarães Rosa (1908 – 1967).

Maureen  fotografou a Serra das Araras, em Minas Gerais, a fim de registrar o cenário onde o enredo de Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa (1908 – 1967) se passa. A legenda das imagens do livro são compostas por trechos do clássico de Guimarães Rosa.

Ademais A João Guimarães Rosa, Maureen produziu os livros de “equivalência fotográfica”: Visita (1977), baseado no poema homônimo de Carlos Drummond de Andrade (1902 – 1987); Sertão, Luz e Trevas (1983), fundamentado no opusculo de Euclides da Cunha (1866 – 1909); O Cão sem Plumas (1984), na poesia de mesmo título de João Cabral de Melo Neto (1920 – 1999); Chorinho Doce (1995),  composto por poemas de Adélia Prado (1935); e Bahia Amada Amado, (1996), com textos de Jorge Amado (1912 – 2001).

Caranguejeiras

Além de seus livros, Maureen trabalhou, de 1964 a 1972, nas Revistas Realidade e Quatro Rodas, em que realizou importantes fotorreportagens, como Caranguejeiras (1968), inspirada no poema O Cão Sem Plumas, de João Cabral de Mello Neto.

Em Caranguejeiras, Maureen registrou, para a Revista Realidade, o trabalho das catadoras de caranguejo na aldeia de Livramento, na Paraíba. Já para a Quatro Rodas, Bisilliat realizou a primeira fotorreportagem brasileira na China.

Em 1972, Maureen foi convidada pelo sertanista brasileiro Orlando Villas-Bôas (1914 – 2002) a fotografar o Parque Nacional do Xingu. O convite surgiu, devido ao trabalho realizado em A João Guimarães Rosa.

O Sal da Terra, Uma Ode A Sebastião Salgado

Xingu 

A experiência no Parque Nacional do Xingu foi registrada nos livros Xingu, (1978) e em Xingu/Território tribal (1979), em coautoria com os irmãos Orlando e Cláudio Villas-Bôas (a publicação foi laureada com o prêmio de Melhor Livro Fotográfico do Ano, pela empresa Kodak).

Xingu-Maureen-Bisilliat

Além de seu trabalho imagético, Maureen dedicou-se ao Cinema, com destaque para o documentário Xingu/Terra, rodado na aldeia mehinaku, no Alto Xingu. O longa codirigido por Lúcio Kodato (1947), foi escolhido para abrir o Margaret Mead Film Festival, no Museu de História Natural de Nova York, em 1979.

Na década de 80, Maureen foi convidada pelo antropólogo Darcy Ribeiro (1922 – 1997) a montar o acervo de arte popular latino-americana (Pavilhão da Criatividade), do Memorial da América Latina. Bisilliat foi curadora do Pavilhão, de 1989 a 2011.

Equivalências, aprender vivendo: Volta ao passado 50 anos 

Já em 2010, Maureen teve a ideia de realizar um filme autobiográfico e poético, ao mesmo tempo, já que o longa pretende mostrar os lugares que a artista visitou (Minas Gerais, Salvador e Livramento), sua trajetória, e também pequenos capítulos dos escritores que inspiraram a fotógrafa a realizar suas equivalências fotográficas.

O filme Equivalências, aprender vivendo: Volta ao passado 50 anos deve ser lançado no segundo semestre de 2017.

Prêmios

Devido a sua importante contribuição iconográfica, Maureen recebeu importantes condecorações, como: o Prêmio Especial da Crítica pela exposição Xingu/Terra, na 13ª Bienal Internacional de São Paulo, (1975); o Prêmio Fotojornalismo Abril (1984), o laurel de “Melhor Fotógrafo” da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) e o galardão Governador do Estado do Rio/Golfinho de Ouro em Fotografia (ambos em 1987).

A Força da Fotografia na História

Missão de vida 

Claudia Andujar: Uma Vida De Luta 

Claudia Andujar nasceu em Neuchâtel, na Suíça, em 1931. Judia, Claudia viveu em diversos países durante sua infância e juventude, devido à perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial, até fixar residência no Brasil, em 1955.

Nas décadas seguintes trabalhou para importantes revistas, como: Life, Look, Cláudia e Quatro Rodas. De 1966 a 1971, trabalhou para a Revista Realidade, em que realizou importantes fotorreportagens e tocou em temas controversos e pouco difundidos na imprensa brasileira, como: a situação dos pacientes do Hospital Psiquiátrico do Juqueri, em São Paulo.

Em 1970, ao realizar uma reportagem especial sobre a Amazônia, para a Revista Realidade, Claudia teve o primeiro o primeiro contato com os índios Yanomami.

Desde então, passou a documentar e a defender os direitos dos índios Yanomami. Tanto que Marcados (2009), seu trabalho mais reproduzido, foi formado pelas imagens que a fotógrafa tirou dos indígenas com números presos ao corpo, uma vez que estes não têm nome próprio, com o objetivo de identificá-los e catalogá-los, para os registros utilizados pelas equipes de vacinação, que visavam imunizá-los contra o sarampo e a poliomielite.

Ainda na década de 70, recebeu 2 bolsas, uma da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e outra da Fundação Guggenhein, para estudar os índios  Yanomani. Além de retratá-los e estudá-los, Claudia, lutou pelos direitos dos índios, ao participar da Comissão pela Criação do Parque Yanomami (1978 a 1992) e do Programa Institucional da Comissão Pró-Yanomami (1993 a 1998).

Claudia Andujar, A estrangeira

Tais experiências foram retratadas nos livros Amazônia (1978), realizado em parceria com George Love (1937-1995), Mitopoemas Yanomami (1979); Missa da Terra sem Males (1982); Yanomami: A Casa, a Floresta, o Invisível (1998), Marcados (2009) e no documentário A estrangeira, produzido pelo Instituto Inhotim, lançado em 2015.

Índio-Claudia-Andujar

O longa-metragem A estrangeira narra a trajetória de Claudia Andujar, desde a sua infância errante até o contato e a defesa dos direitos dos índios, em especial, dos Yanomami.

Já o minidocumentário A Realidade de Claudia Andujar, de Jorge Bodanzky, retrata os 6 anos (de 1966 a 1971), em que Claudia trabalhou, como freelancer, para a Revista Realidade.

Ainda em 2015, foi inaugurada a Galeria Claudia Andujar, pavilhão dedicado à obra da fotógrafa (19ª coleção permanente do Instituto Inhotim, localizado em Brumadinho, Minas Gerais).

Maureen Bisilliat e Claudia Andujar

Embora estrangeiras, tanto Maureen quanto Claudia adotaram o Brasil como Pátria e deram importante contribuição no campo das Artes e da Política, uma vez que construíram uma obra iconográfica baseada na nossa realidade e, portanto, genuinamente brasileira; mas, principalmente, lançaram luz sobre a questão indígena e obtiveram importantes conquistas, como a demarcação das Terras Indígenas Yanomami, em 1992.

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O valor histórico da Fotografia tem aumentado ano após ano, sendo, muitas vezes, impossível calcular sua importância, como testemunha ocular da História e, por conseguinte, agente reflexivo e transformador.

Confira 10 Imagens Que Fizeram História!

1. Almoço no topo de um arranha-céu

A  imagem intitulada Almoço no topo de um arranha-céu, foi clicada por Charles C. Ebbets, durante a construção do edifício RCA, em 1912. A Fotografia fazia parte da estratégia de lançamento do Rockfeller Center.

Almoço no topo de um arranha-céu, de Charles C. Ebbets

Almoço no topo de um arranha-céu (1912), de Charles C. Ebbets

2. Morte de um Soldado Legalista

A efígie Morte de um Soldado Legalista, de Robert Capa, foi tirada em 1936, durante a Guerra Civil Espanhola. A imagem registra o momento exato, em que o militar é atingido por um tiro no peito.

Morte de um Soldado Legalista (1936) Robert Capa

Morte de um Soldado Legalista (1936), de Robert Capa

3. Dia de VJ na Times Square

A fotografia Dia de VJ na Times Square, de Alfred Eisenstaedt, foi clicada em 14 de agosto de 1945, após o anúncio do fim da Segunda Guerra Mundial, feito pelo Presidente norte-americano Truman.

Dia de VJ na Times Square (1945) Alfred Eisenstaedt

Dia de VJ na Times Square (1945), de Alfred Eisenstaedt

Quanto Vale Uma Imagem?

4. JK

A fotografia, de Gervásio Baptista, registra a inauguração da nova capital federal, efeméride comemorada em 21 de abril de 1960.

JK

JK (1960), de Gervásio Baptista

7 Imagens Que Marcaram Época

5. Passeata dos Cem Mil

A imagem Passeata dos Cem Mil, clicada em 26 de junho de 1968, por Evandro Teixeira (1935), retrata os protestos contra a autocracia militar brasileira, e é produto das manifestações de maio de 1968, conhecida como a Revolução Jovem, ocorridas ao redor do mundo afora.

Tais protestos exigiam melhores condições de vida e liberdades civis (mundo afora), e a queda da ditadura no Brasil, após o golpe de estado de 1964. O poema Diante das fotos de Evandro Teixeira, de Carlos Drummond de Andrade foi inspirado nas fotos do fotojornalista.

Passeata dos Cem Mil Evandro Teixeira

Passeata dos Cem Mil (1968), de Evandro Teixeira

6. Napalm Girl

A efígie de Phan Thị Kim Phúc, vietnamita de nove anos à época, foi tirada por Nick Ut enquanto Phan corria pelas ruas do vilarejo, em que morava, após ser atingida por um bombardeio de explosivos de napalm, em 8 de junho de 1972.

A imagem tornou-se símbolo de crítica à guerra. Após a publicação desta fotografia pela Agência Associated Press, o mundo atentou para o extermínio e os protestos aumentaram a pressão para que o governo americano findasse o prélio. A efígie Napalm Girl venceu o Word Press Photo, de 1972, e o  Prêmio Pulitzer de Melhor Fotografia, de 1973.

Napalm Girl Nick Ut

Napalm Girl (1972), de Nick Ut

7. Leila Diniz 

A efígie de Leila Diniz grávida, pousando de biquíni, causou furor e tornou-se um ícone da liberação feminina brasileira. Não obstante o escândalo causado pela imagem, clicada em 1971, Gustav Klimt (1862 – 1918), pintor simbolista austríaco, já havia pintado uma mulher grávida nua de perfil décadas antes, mais precisamente, em 1903. O quadro (Hope I) também chocou a sociedade conservadora da Áustria.

Leila Diniz Joel Maia

Leila Diniz (1971), de Joel Maia

Gustav Klimt

Hope I (1903), Gustav Klimt

8. Garota Afegã

A imagem Garota afegã, de Steve McCurry, foi tirada em 1984, no campo de refugiados Nasir Bagh (Paquistão). A fotografia é comparada ao Quadro Mona Lisa, de Leonardo Da Vinci; e popularmente conhecida, como a Mona Lisa afegã.

Garota Afegã, de Steve McCurry

Garota Afegã (1984), de Steve McCurry

9. O rebelde desconhecido

A imagem O rebelde desconhecido, de Jeff Widener, foi feita em 1989, na Praça da Paz Celestial, no momento em que estudantes e trabalhadores protestavam contra o Governo Totalitário Chinês.

O rebelde desconhecido Jeff Widener

O rebelde desconhecido (1989), de Jeff Widener

10. Trabalhadores

A efígie, faz parte do livro Trabalhadores, de Sebastião Salgado, e retrata o trabalho penoso, muitas vezes, escravo de homens e mulheres em diversas regiões do mundo.

Trabalhadores Sebastião Salgado

Trabalhadores (1993), de Sebastião Salgado

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A Fotografia, enquanto expressão artística, tem retratado, desde 1839, com a invenção da Daguerreotipia – técnica fotográfica feita sem uma imagem negativa, criada pelo francês Louis M. Daguérre (1787 – 1851) -, em preto e branco ou em cores vivas, década após década, as transformações ocorridas Read the rest of this entry »

Confira Alguns Filmes Que Levaram A Estatueta Mais Cobiçada Da Sétima Arte!

1. A lista de Schindler

Baseado no romance Schindler’s Ark, de Thomas Keneally

Diretor: Steven Spielberg

Produção: Estados Unidos, 1993

Oscars 1994: melhor filme, diretor, roteiro adaptado, trilha sonora original, montagem, fotografia e direção de arte

2. A vida é bela

Diretor: Roberto Benigni

Produção: Itália, 1988

Oscars 1999: melhor filme em língua estrangeira, melhor ator e trilha sonora original

 

3. O diário de Anne Frank

Baseado na peça de Frances Goodrich e Albert Hackett e no Diário de Anne Frank

Diretor: George Stevens

Produção: Estados Unidos, 1959

Oscars 1960: melhor atriz coadjuvante, direção de arte (preto e branco) e fotografia (preto e branco)

diario_of_anne_frank

4. Cinema Paradiso

Diretor: Giuseppe Tornatore

Produção: Itália, 1988

Oscar 1990: Melhor Filme Estrangeiro

 

5. Meu pé de laranja lima

Baseado no romance homônimo, de José Mauro de Vasconcellos

Diretor: Aurélio Teixeira

Produção: Brasil, 1970

 

6. M. Butterfly

Baseado na história real de Shi Pei Pu, cantor da ópera de Pequim e na peça de David Hwang

Diretor: David Cronenberg

Produção: Estados Unidos, 1993

 

7. Bonitinha, mas ordinária

Baseado na peça homônima, de Nelson Rodrigues

Diretor: Billy Davis

Produção: Brasil, 1963

 

Os Melhores Filmes Brasileiro de Todos os Tempos

 

8. Othello

Baseado em Otelo, o Mouro de Veneza, de William Shakespeare

Diretor: Oliver Parker

Produção: Estados Unidos, 1995

 

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5 Posts Que Todo Fã De Arte Não Pode Deixar de Ler!

1. Veja 5 Curiosidades sobre a Semana de Arte Moderna de 1922

1. A Exposição de Lasar Segall (1891 – 1957), primeira mostra de pintura não acadêmica realizada no Brasil, em 1913; a Exibição de Anita Malfatti (1889 – 1964), em 1917, aclamada a primeira mostra Modernista, a qual foi influenciada pelos Movimentos Cubista; Futurista e Expressionista e as duras críticas, de Monteiro Lobato (1882 – 1948), à exibição de Anita (no artigo “Paranoia ou mistificação?”, publicado no jornal O Estado de S. Paulo, no dia 20 de dezembro, Monteiro afirma que as obras modernistas eram fruto de “cérebros transtornados por psicoses”, além disso, defende a arte tradicional da época, dizendo que “todas as artes são regidas por princípios imutáveis”) concorreram para a criação da Semana de Arte Moderna de 1922.

Semana de Arte Moderna de 1922

2. A Semana de Arte Moderna de 1922, concebida por Oswald de Andrade (1890 – 19) – autor de Pau-Brasil (primeiro livro de poemas do Modernismo Brasileiro), em que a capa e os desenhos foram criados por Tarsila do Amaral (1886 – 1973) e dos Manifesto Pau-Brasil (1924) e Antropofágico (1928), cuja célebre frase: “Tupy or not Tupy: that is the question” alvitrava que a Cultura nacional deglutisse a Europeia, num gesto antropofágico (daí o nome dado ao Movimento) e ao digerir e absorver suas qualidades, tornar-se-ia melhor, mais forte e brasileira – e Mario de Andrade (1893 – 1945), autor de Macunaíma (1928) Pauliceia Desvairada (1922), foi inspirada no Cubismo.

Já o catálogo do evento foi criado pelo pintor Di Cavalcanti (1897 – 1976).

Pôster-da-Semana-de-Arte-Moderna-de-22

Pôster-da-Semana-de-Arte-Moderna-de-22

3. Participaram da Semana: Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Yan de Almeida Prado, na Pintura e no Desenho; Victor Brecheret, Hildegardo Leão Velloso e Wilhelm Haarberg, na Escultura; Antonio Garcia Moya e Georg Przyrembel, na Arquitetura. Mário e Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia, Sérgio Milliet, Plínio Salgado, na Literatura e Villa-Lobos e Guiomar Novais, na Música.

Arte Louca, Louca Arte

Primeira-Dama do Modernismo

Não obstante, ser considerada a Primeira-Dama do Modernismo e um dos principais nomes do Movimento, Tarsila do Amaral (autora de Abaporuaba: homem; poru: que come carne humana, em tupi-guarani – e Operários) , não participou do evento, pois estava estudando na Europa. A artista voltou ao país em abril de 1922, período em que criou o “Grupo dos Cinco”, junto com Mário e Oswald de Andrade, Anita e Menotti del Picchia (1892-1945).

Abaporu (1928), de Tarsila do Amaral

Abaporu (1928), de Tarsila do Amaral

Operários (1933), de Tarsila do Amaral

Operários (1933), de Tarsila do Amaral

4. A Semana de 22, realizada entre os 13 a 17 de fevereiro, fez parte das comemorações dos 100 anos da Independência do Brasil, e representava a segunda “independência” do país; porém, no âmbito artístico, desta vez.

A Semana se iniciou, no dia 13 de fevereiro, com a conferência A emoção estética da Arte Moderna, de Graça Aranha (1868 – 1931), no Theatro Municipal de São Paulo, prosseguiu, no dia 15, com a declamação do poema Os Sapos (que foi muito vaiada pelo público presente no recinto), de Manuel Bandeira (1886 – 1968), por Ronald de Carvalho (1893 – 1935), e no dia 17, com apresentações musicais, de Guiomar Novaes (1894 – 1979) e Heitor Villa-Lobos (1887 – 1959).

O evento contou com cinco festivais, cada um deles, dedicado a uma Arte, quais sejam: pintura e escultura, literatura, poesia e música.

Estudar O Passado É Escrever O Futuro

Modernismo

5. Ademais, o evento foi o marco do Modernismo Brasileiro (movimento que buscava criar uma arte genuinamente nacional, que rompeu com a Arte Acadêmica, leia-se, Parnasianismo, escola literária surgida na França, no século XIX, que visava retomar a cultura clássica e se caracterizada pelo preciosismo rítmico e vocabular, pela valorização dos sonetos e pelas rimas ricas, de temática Greco-romana).

No entanto, tal marco só foi reconhecido anos mais tarde, já que a Semana foi duramente criticada, à época. Não obstante a resistência inicial, a Semana de Arte Moderna de 22 quebrou paradigmas e, assim, influenciou tanto o Tropicalismo quanto a Bossa Nova; mas, principalmente, a cultura brasileira.

2. Moinho de vento

Bel Young

Havia crescido junto com aquele moinho de vento,

Porém, não havia notado o quão triste e sem vida havia

se tornado ao longos dos anos.

O que teria causado aquela transformação?!

Talvez fosse o meu abandono,

Talvez fosse a idade,

Talvez fosse a má-conservação.

Fragrância Inebriante

Estava equivocada.

O motivo daquela mudança brusca,

Era o efeito causado pela fúria dos deuses, os vendavais

O vento, “motor e coração” do moinho um dia,

Agora havia se tornado sua maior ameaça.

Um sentimento de impotência e de incompreensão tomou conta de mim.

Senti que um pedaço de mim estivesse morrendo junto com aquele moinho,

Não poderia permitir sua morte prematura.

Após longa reflexão

Havia encontrada uma solução:

Faria dele, minha morada.

E assim, o vento não destruiria mais o meu moinho, morada de muitos pássaros e flores.

Minha Epopeia Surreal

3. A Linguagem Cifrada de Leonardo da Vinci

Leonardo da Vinci nasce em 15 de abril de 1452, em Vinci, na Itália. Em 1469, aos 17 anos, muda-se para Florença e se torna aprendiz de Andrea Verrochio (1435 – 1488), importante artífice da época. Permanece três anos no estúdio de Andrea.

A Anunciação De Um Gênio

Em 1472, aos 20 anos, Leonardo da Vinci começa a pintar A Anunciação, episódio bíblico momento descrito no livro de Lucas, capítulo 1: 31-33:

(“E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus. Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.”), sua primeira obra independente, e termina de pincelá-la em 1475.

A Pintura é considerada a primeira obra-prima do artista. A composição difere das demais produções Renascentistas homônimas, já que tem como pano de fundo, um cenário campestre, composto por elementos do vilarejo Vinci (cidade natal do artista) e, não, uma edificação, como nas outras e, ademais, as asas do anjo parecem as de um pássaro.

Também possui matizes mais sóbrios, do que as demais criações. A obra está exposta na Galleria degli Uffizi, em Florença, na Itália.

A-Anunciação--Leonardo-Da-Vinci

A Arte diz o indizível, exprime o inexprimível, traduz o intraduzível. 

Leonardo da Vinci

Decifrando Leonardo da Vinci

Em 1482, da Vinci muda-se para Milão, onde é nomeado engenheiro da Corte por Ludovico Sforza (1452 – 1508), duque de Milão. No ducado de Milão, faz, desde croquis de fantasias até armas de guerra. Neste ínterim, Leonardo cria A Virgem dos Rochedos (1483 – 1485) e Dama com Arminho (1490).

Em A Virgem dos Rochedos, os personagens (A Virgem, os meninos Jesus e João, e um anjo) estão dispostos em forma de pirâmide e ligados por gestos.

Tal como em A Anunciação, o cenário de A Virgem dos Rochedos é inspirado no vilarejo de Vinci. A Pintura, encomendada pela Confraria Milanesa Imaculada Conceição, foi concebida para um altar em São Francisco, na Itália. Há duas versões desta tela. A primeira está no Museu do Louvre, na França, já a outra na The National Gallery of Art, em Londres, na Inglaterra.

A Virgem dos Rochedos, de Leonardo Da Vinci

Já na obra Dama com Arminho, retrato da aristocrata e amante de Ludovico, Cecília Gallerani, Leonardo inovou ao pintar a mulher com o rosto levemente virado, de três quartos.

O Quadro Dama com Arminho possui três versões, sendo que o arminho (animal carnívoro, que faz alusão ao apelido de Ludovico, duque de Milão) foi incluído na segunda e terceira efígies apenas. A pintura está exposta no Czaroryski Museum, em Cracóvia, na Polônia.

Dama com Arminho

5 Obras-Primas Natalinas

Arte Louca, Louca Arte

A pintura é a poesia que é vista em vez de sentida

e a poesia é a pintura sentida em vez de ser vista

Leonardo da Vinci

O Simbolismo De A Última Ceia 

Em A Última Ceia (1495 – 1498), episódio bíblico descrito em Mateus 26, que narra a última ceia de Jesus com seus discípulos, antes de ser crucificado e ressurreto, da Vinci enfatiza a humanidade de Cristo, bem como o destaca dos demais, ao pintar a túnica Dele com uma cor quente e a dos discípulos com um matiz frio.

Além disso, os gestos dos discípulos conduzem o nosso olhar para Jesus. Leonardo da Vinci também usou o jogo de luzes e sombras, para obter maior realismo, e a perspectiva linear, para aumentar a ilusão de profundidade. A obra pode ser vista no convento Santa Maria delle Grazie, em Milão, na Itália.

A Última Ceia - Leonardo Da Vinci

Hammer Codex

Ademais da linguagem cifrada usada em seus quadros, Leonardo da Vinci também esboçou seus trabalhos e projetos científicos em livros de anotações, os aclamados “códigos”, muitos cifrados e com grafia inversa (de trás para frente e da direita para a esquerda, tanto que só era possível lê-los mediante o uso de um espelho). Uma hipótese levantada é que da Vinci era ambidestro.

O artista escreveu 20 volumes, com centenas de páginas cada. Um dos seus cadernos, Hammer Codex ou Leicester Codex (1506 – 1513) foi comprado por U$$ 30 milhões, por Bill Gates (1955), fundador da empresa de tecnologia Microsoft, em 1994.

Hammer Codex rodou o mundo em uma exposição patrocinada pelo bilionário estadunidense. Atualmente, o caderno está exposto no Museu Britânico de Londres, na Inglaterra.

Gênio Polivalente 

Não obstante, ter declarado: “ofendi a Deus e à humanidade, pois minha obra não alcançou a qualidade que deveria ter”, Leonardo da Vinci é considerado um dos maiores e mais importantes pintores Renascentistas (movimento Artístico surgido na Europa, no século XIV, caracterizado pela redescoberta e revalorização da Cultura Greco-Romana).

Da Vinci também é aclamado o principal criador do Alto Renascimento (o auge do Movimento Italiano, iniciado com a concepção de A Última Ceia), o mais conhecido de todo o milênio.

E, principalmente, o maior Gênio da Humanidade, visto que dominava amplas áreas do conhecimento: Anatomia, Engenharia, Arquitetura, Matemática, Filosofia, Escultura, Pintura, Música e História Natural.

Leonardo da Vinci, a natureza da invenção

Leonardo recebeu estes títulos, devido a seus feitos, como a invenção da Técnica Claro-Escuro (jogo de luzes e sombras, muito usada na Fotografia) e a concepção de obras-primas: tais como A Anunciação (1472-1475), A Virgem dos Rochedos (1483 – 1485), O Homem Vitruviano (1492), A Última Ceia (1495 – 1498) e a Mona Lisa (1503 – 1505).

O documentário italiano Leonardo da Vinci: A origem do gênio (2007), de Paolo Brunatto, retrata a vida e a obra do Mestre Renascentista.

O Mundo de Leonardo da Vinci

Google Art Project – Leonardo da Vinci

http://www.museoleonardiano.it

4. As Duas Faces de Caravaggio

O pintor Italiano Michelangelo Merisi (1570 – 1610), mais conhecido como Caravaggio (devido ao seu nascimento em Lombardia, vilarejo de Caravaggio), é considerado o primeiro grande representante do Barroco (movimento nascido em Roma ligado à Contrarreforma religiosa, com forte influência em países católicos).

Os principais representantes do Barroco, além de Caravaggio são: Diego Velásquez (1599 – 1660), retratista e principal pintor da Corte do Rei Filipe IV, da Espanha – autor de As Meninas, Johannes Vermeer (1632 – 1675), segundo pintor holandês mais famoso e importante  do século XVII, considerada a Idade de Ouro Holandesacriador de Moça com brinco de pérola e Rembrandt Harmenszoon van Rijn (1606 – 1669), considerado por muitos, o maior pintor holandês de todos os tempos – artífice de Ronda Noturna.

O artista notabilizou-se por pintar personagens e eventos bíblicos em situações mundanas, com impressionante realismo, devido ao uso de fundos rasos, muitas vezes totalmente negros e ao agrupamento da cena em primeiro plano com focos intenso de luz sobre os detalhes, geralmente os rostos) e, outrossim, por sua irreverência e quebra do status quo artístico.

Arte Louca, Louca Arte

A obra de Caravaggio foi influenciada pela Renascença (movimento Artístico surgido na Europa, no século XIV, caracterizado pela redescoberta e revalorização da Cultura Greco-Romana) tanto na forma como no conteúdo, visto que utilizava a perspectiva, a tridimensionalidade e o jogo de luzes e sombras em suas pinturas, como em Anunciação (1489), de Giovanni Bellini (1430 – 1516).

E, mormente, seu tema basilar, também era um dos principais de pintores Renascentistas, qual seja: uma visão mais obscura e realista das escrituras sagradas, porquanto tais quais os artistas Renascentistas, os artífices Barrocos eram patrocinados ou recebiam encomendas de igrejas e de religiosos italianos, como o cardeal mecenas Francesco Maria Del Monte.

A Anunciação (1489), de Giovanni Bellini

A Anunciação (1489), de Giovanni Bellini

Estudar O Passado É Escrever O Futuro

Davi com a cabeça de Golias 

A convivência com religiosos católicos também influenciou o trabalho do artesão, visto que seus quadros e pinturas tinham o intuito de propagar a salvação, por meio do Evangelho. Autor de diversas obras-primas, entre as quais, destaco: Davi com a cabeça de Golias (episódio bíblico narrado em 1 Samuel 17, em que Davi, um jovem pastor de ovelhas vence o gigante e, extremamente, temido Golias – estima-se que ele tinha mais de 3 m de altura).

No quadro, apenas algumas partes de Davi e de Golias são iluminadas e outras são sombras próprias, como nota-se no ombro de Davi (a sombra do seu rosto é projetada na sua omoplata). A Pintura é um autorretrato, já que o artífice retrata a sua dualidade: ao pintar o David Caravaggio corajoso e o Golias Caravaggio criminoso.

Davi com a cabeça de Golias (1609 – 1610)

A Decapitação de João Batista

Já no quadro A Decapitação de João Batista (1608) – episódio bíblico descrito em Mateus 14, em que João Batista, precursor de Jesus, foi degolado, a mando de Herodes, tetrarca da Galileia, por este ter advertido o governante sobre o seu caso extraconjugal, com a sua cunhada, Herodias -, o artista reflete sobre a condição humana e faz uma autobiografia, já que o artífice assinou a pintura, escrevendo o seu nome no sangue de João Batista, a fim de expurgar sua culpa pelo assassinato do espadachim Tomassoni.

A Decapitação de João Batista (1608)

Caravaggio e a Fotografia

O artista é considerado um dos precursores da Fotografia, devido ao enquadramento, ao jogo de luzes e sombras que utilizava nos personagens e nos objetos retratados, e, principalmente, pelo pleno domínio da luz. Sua obra também influenciou Pintores Barrocos Contemporâneos, como o francês Georges de La tour (1593 – 1652), conhecido pelo uso da técnica claro-escuro, concebida por Caravaggio, o holandês Rembrandt Harmenszoon van Rijn (1606 – 1669) e o espanhol Diego Velásquez (1599 – 1660).

A dualidade de Caravaggio

Ao largo de sua Arte, a vida do artífice foi marcada pela dualidade (pecador e remido, cristão e criminoso) e por inúmeras controvérsias, desde prisões por difamação e desacato à autoridade, até assassinato.

Museus virtuais
Google Art Project/Caravaggio

5. Viaje pela História das Olimpíadas, o maior evento esportivo do planeta

1. O francês Pierre de Fréd, mais conhecido como Barão de Coubertin, criou os Jogos Olímpicos da Era Moderna, cujo lema é: mais rápido, mais alto, mais forte (Citius, altius, fortius), com o objetivo de celebrar a paz entre as nações.

A primeira Olimpíada foi disputada em Atenas, na Grécia (berço dos Jogos – criados em 776 a.C), em abril de 1896.

A realização da competição só foi possível, devido à intervenção do arquiteto grego Giorgios Averoff (membro da comunidade grega de Alexandria, no Egito), o qual bancou a construção de alguns locais para a disputa dos Jogos Olímpicos.

Na primeira Olimpíada da Era moderna, 241 atletas (todos homens), de 14 países competiram  em 9 modalidades desportivas: atletismo, esgrima, luta, ciclismo, ginástica, halterofilismo, natação, tiro e tênis.

Os Estados Unidos terminaram em primeiro lugar, com 20 medalhas (11 de ouro, 7 de prata e 2 bronze), seguidos por Grécia, com 46 insígnias (10 de ouro, 17 de prata e 19 de bronze) e Alemanha, com 13 (6 de ouro, 5 de prata e 2 de bronze).

Os vencedores foram premiados com uma medalha de prata, uma coroa de louros (como na Grécia Antiga) e um diploma;

Anéis Olímpicos

2. O hasteamento da bandeira olímpica, com os 5 anéis entrelaçados e o juramento do atleta feito pelo atleta belga Victor Boin: (“Em nome de todos os competidores prometo que participaremos nestes Jogos Olímpicos respeitando e cumprindo suas regras, com verdadeiro espírito esportivo, para maior glória do esporte e honra de nossas equipes”), foram realizados, pela primeira vez, nos Jogos de Antuérpia (1920), na Bélgica.

Anéis Olímpicos

Anéis Olímpicos

Ademais, foi a primeira vez, que o Brasil enviou uma equipe (29 atletas) para participar das Olimpíadas. Os atletas brasileiros competiram em 3 modalidades: desportes aquáticos (natação, pólo aquático e saltos ornamentais), remo e tiro desportivo.

A Primeira Medalha de Ouro A Gente Nunca Esquece

E ganharam 3 medalhas, uma de ouro (a primeira do país e também da América do Sul), com o tenente do Exército, Guilherme Paraense, na prova de tiro rápido de 25 metros, uma de prata, com Afrânio Costa, na pistola livre, e uma de bronze, também na competição de pistola livre, com a equipe de tiro formada por: Afrânio Costa, Sebastião Wolf, Fernando Soledade, Dario Barbosa e Guilherme Paraense. Esta prova não existe mais. O país terminou em décimo quinto lugar;

Revezamento da Tocha Olímpica

3. O acendimento da tocha olímpica foi realizado, pela primeira vez, nas Olimpíadas de 1928, em Amsterdã, na Holanda.

A pira foi acesa nas ruínas de Olímpia, na Grécia, e levada até ao estádio, em Amsterdã, sede dos Jogos Olímpicos. Já o revezamento da tocha foi introduzido na Olimpíada de Berlim (1936), na Alemanha;

4. Adhemar Ferreira da Silva quebrou quatro vezes o recorde olímpico e duas vezes o recorde mundial, em uma única prova do salto triplo (16,22 m – nova marca mundial), nos Jogos de Helsinki (1952), na Finlândia.

Após conquistar a medalha de ouro, o atleta, pela primeira vez, na história, deu uma volta olímpica na pista, a fim de comemorar a sua conquista e de ser aplaudido pelo público presente;

5. A primeira nota 10 da Ginástica foi dada a Nadia Comăneci, ginasta romena, de apenas 14 anos, nos Jogos Olímpicos de Montreal (1976), no Canadá.

A atleta obteve 10 dos quatro jurados nas provas de paralelas assimétricas (eliminatórias), trave de equilíbrio e paralelas assimétricas (final por equipes). Nadia conquistou 3 medalhas de ouro, uma de prata e uma, de bronze;

O que importa na vida não é tanto o triunfo, mas o combate;

o essencial não é ter vencido, mas ter lutado bem. 

Barão de Coubertin

6. A maratona feminina foi introduzida nos Jogos Olímpicos de Los Angeles (1984), nos Estados Unidos. O grande destaque desta prova foi a suíça Gabriela Andersen-Schiess, a qual disputou a prova, com espasmos musculares e, por este motivo, completou os últimos 200 metros em 10 minutos.

Ao cruzar a linha de chegada cambaleante, foi amparada pelos médicos; mas, principalmente, foi aclamada pelo público, em reconhecimento ao seu esforço e espírito esportivo. Gabriela terminou a prova em trigésimo sétimo;

Confira a chegada emocionante de Gabriela Andersen-Schiess na Maratona Feminina Jogos Olímpicos de Los Angeles (1984) – alt tag

Confira a emocionante chegada de Gabriela Andersen-Schiess na Maratona Feminina Jogos Olímpicos de Los Angeles (1984)

Vanderlei Cordeiro de Lima

7. O grande destaque dos Jogos Olímpicos de Atenas (2004), na Grécia, foi, pela primeira vez, de um brasileiro: Vanderlei Cordeiro de Lima. O maratonista, que estava em primeiro lugar, foi atacado pelo padre irlandês Cornelius Horan. Após se desvencilhar do vigário, com a ajuda do grego, Polyvios Kossivas, continou a correr. Ao cruzar a linha de chegada, tal qual Gabriela, Vanderlei foi ovacionado pelo público presente, em reconhecimento ao seu espírito olímpico. Vanderlei terminou a prova em terceiro.

Medalha Barão Pierre de Coubertin

Vanderlei Cordeiro de Lima foi condecorado com a medalha Barão Pierre de Coubertin, de mérito olímpico, pelo Comitê Olímpico Internacional (a mais alta honraria da entidade desportiva) por seu alto grau de esportividade e espírito olímpico. O atleta é o único brasileiro a possuir tal distinção.

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Em Celebração À Chegada De 2017, Publico 2 Belíssimos Poemas De Ano Novo De 2 Gênios Da Literatura Brasileira!

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).

 
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

 
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

 

Veja Os 7 Melhores Poemas de Carlos Drummond de Andrade

 

Receita de Ano Novo

Carlos Drummond de Andrade 

A Poesia Receita de Ano Novo foi extraída de Poemas de Dezembro (resultado da troca de correspondências entre Drummond e o poeta mineiro Lázaro Barreto), publicada no Jornal do Brasil, em dezembro de 1997.

 

Conheça A Trajetória De Um Gênio Da Literatura Brasileira

Memorial Carlos Drummond de Andrade

 

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E — ó delicioso voo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança…
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…

Esperança 

Mario Quintana

*A Poesia Esperança foi extraída do livro Mario Quintana — Poesia completa (2005).

 

Desejo a todos um 2017 de muita Arte e Poesia!

 

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Em comemoração ao Natal (celebração do nascimento de Jesus), publico a representação deste momento histórico, sob a ótica de um gênio Renascentista.

A Anunciação narra o momento, em que o anjo Gabriel anuncia a Maria, que ela conceberá e dará à luz a Jesus (lit. Javé é a Salvação), o Salvador.

Tal episódio foi descrito no livro de Lucas, capítulo 1: “E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus. Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.” Lucas 1:31-33.

O Simbolismo por trás de A Anunciação, de Jan van Eyck 

A obra-prima A Anunciação (1434 – 1436), do pintor Renascentista flamengo Jan van Eyck (1390 – 1441) – considerado um dos maiores de todos os tempos – possui mensagens e imagens cifradas Read the rest of this entry »

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