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Confira Os Códigos E Enigmas Do Maior Artista de Todos os Tempos!

Leonardo da Vinci nasce em 15 de abril de 1452, em Vinci, na Itália. Em 1469, aos 17 anos, muda-se para Florença e se torna aprendiz de Andrea Verrochio (1435 – 1488), importante artífice da época. Permanece três anos no estúdio de Andrea.

A Anunciação De Um Gênio

Em 1472, aos 20 anos, Leonardo da Vinci começa a pintar A Anunciação, episódio bíblico momento descrito no livro de Lucas, capítulo 1: 31-33:

(“E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus. Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.”), sua primeira obra independente, e termina de pincelá-la em 1475.

A Pintura é considerada a primeira obra-prima do artista. A composição difere das demais produções Renascentistas homônimas, já que tem como pano de fundo, um cenário campestre, composto por elementos do vilarejo Vinci (cidade natal do artista) e, não, uma edificação, como nas outras e, ademais, as asas do anjo parecem as de um pássaro. Read the rest of this entry »

Em homenagem ao nascimento em 31 de outubro, de Carlos Drummond de Andrade, publico 3 filmes que exploram diferentes facetas do bardo, aclamado o maior poeta brasileiro do século XX e um dos três mais importantes em Língua Portuguesa!

1.Carlos Drummond de Andrade, o Poeta de Sete Faces 

O documentário Poeta de Sete Faces (2002), de Paulo Thiago, narra a vida de Drummond, desde seu nascimento, em 1902, em Itabira, interior de Minas Gerais, até ao seu apogeu, com a adaptação de algumas de suas obras, para o cinema, como Read the rest of this entry »

Confira 6 filmes imperdíveis sobre Fotografia!

1.O Sal da Terra

Ao observar a natureza destruída da fazenda de sua família reflorescer, Sebastião Salgado sentiu o desejo de retratar locais intocados. E, destarte, apresentar um novo planeta. Esta foi a força motriz Read the rest of this entry »

Jorge Luis Borges, literato argentino, nasceu em 1889, em Buenos Aires, na Argentina. O autor começou a escrever aos sete anos, incentivado pelo pai, escritor frustrado. Neste período, o menino redigiu um Guia de Mitologia Grega em Inglês, já que foi alfabetizado nesta língua por sua avó paterna, Fanny Haslam. E aos nove, traduziu o livro O Príncipe Feliz, do escritor irlandês Oscar Wilde (1854 – 1900).

Em 1914, mudou-se para a Suíça, por causa da doença do pai, o qual buscou tratamento naquele país. O autor permaneceu até 1918 naquele país, devido à eclosão da Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918). Borges admirava a nação helvética, por sua tolerância e pelo modo como tratou imigrantes, durante e após o conflito. Tais valores acompanharam o literato por toda a vida.

Em 1919, deslocou-se para a Espanha, onde ficou até 1921. Neste mesmo ano, regressou à Argentina.

Obra de Jorge Luis Borges

Por Bel Young
Do blog Da imagem à poesia, num click

Em 1923, publicou o seu primeiro livro de Poesia Fervor de Buenos Aires, uma redescoberta da sua cidade natal e um “resumo” de todos os temas que escreveu, ao longo da vida. Dizia que escreveu e reescreveu Fervor nos seus demais livros.

Em 1939, escreveu o conto: Pierre Menard, autor de Quixote (uma alusão ao romance Dom Quixote, de Miguel de Cervantes), publicado na Revista Sur.

O conto Pierre Menard, autor de Quixote foi a última tentativa que Borges deu à Literatura, já que, até então, não tinha obtido reconhecimento profissional, nem financeiro. Este texto foi publicado posteriormente no livro Ficciones (1944), considerado, pela crítica especializada, uma das obras-primas da literatura latino-americana do século XX.

Em 1945, publicou um dos seus mais célebres contos, El Aleph, na Revista Sur. O texto dedicado à escritora Estela Canto (1916 – 1994), dá nome a um dos seus livros mais famosos, publicado em 1949, composto por 17 contos, em que Borges aborda temas como: imortalidade, identidade e a condição humana.

Conheça A Trajetória De Um Gênio Da Literatura Brasileira

Parceria

Entre 1942 e 1977, Borges escreveu seis livros, em parceria com Bioy Casares (1914 – 1999). E neste interim, os literatos, criaram um terceiro autor: Bustos Domecq.

Buenos Aires

Jorge Luis Borges

(Tradução livre de Bel Young)

E a cidade, agora, é como um espelho
Das minhas humilhações e fracassos;
Desde então, tenho visto os ocasos
E ante o mármore espero em vão.
Aqui, o passado e o presente incerto

Fornecem-me fatos ordinários
De toda a sorte humana; aqui os meus passos
Tecem seu labirinto incalculável.

A tarde cinzenta espera
O fruto da manhã;
Aqui a minha sombra vã
Sombra que se perderá rapidamente.
Une-me a Buenos Aires o espanto, não o amor;
Talvez por isso é que eu a quero tanto.

Além de livros, também escrevia artigos e contos para a Revista Sur.

Carreira Pública 

De 1937 a 1946, Borges trabalhou na Biblioteca Nacional da Argentina. Em 1946, o autor foi transferido para o mercado municipal, ao se opor ao governo de Juan Domingo Perón (1985 – 1974), o qual tomou o poder neste ano. E se demitiu, por não concordar com a ideologia peronista e prezar pela ética.

Com a queda de Peron, foi nomeado, diretor da Biblioteca Nacional, em 1955. Após deixar a instituição, Borges doou cerca de mil livros, com esboços de futuras obras e comentários à margem das páginas, os quais caíram no esquecimento e só foram reencontradas em 2004.

Universo Borgiano

O universo fantástico de Borges sugere labirintos imaginários; mas, principalmente, reais, já que o autor estava imerso na realidade e também, porque que para ele, a linguagem era um sistema artificial se comparado à realidade.

Tradutor e compilador de textos

Para Borges – leitor ávido, desde a infância -, a leitura precedia a escrita, já que está era uma compilação de outros textos, com uma nova roupagem. Tal opinião é reforçada por teses literárias, que afirmam existir pouco mais de 20 histórias contadas ao longo dos séculos, as quais receberam novas interpretações ou foram articuladas, de uma outra forma.

Tanto que Shakespeare e Homero (928 a. C. – 898 a. C.), autor de Ilíada e Odisseia e um dos referenciais culturais de Borges, lançaram mão de contos e lendas para comporem as suas obras-primas.

Obsessões

O literato era obcecado por releituras, tanto que sempre fazia alterações nos seus livros a cada nova edição. “A obsessão da reescritura, em Borges, era tanta que ele corrigia a mão os seus próprios livros nas bibliotecas”, segundo Julio Pimentel, historiador e professor da Universidade de São Paulo (USP).

Reconhecimento mundial 

Não obstante ter começado a escrever com tenra idade, alcançou o estrelato, na década de 40 e fama mundial, nos anos 60, ao dividir uma comenda oferecida pelo Congresso Internacional de Editores, com o dramaturgo Modernista irlandês e Prêmio Nobel de Literatura, de 1969, Samuel Beckett (1906 – 1989), autor de Dias Felizes .

Borges recebeu 46 comendas nacionais e internacionais, como o Prêmio Miguel de Cervantes, criado pelo Ministério da Educação Espanhol, em 1976, considerado um dos mais importantes em Língua Espanhola. Não obstante, não recebeu o Prêmio Nobel de Literatura, maior condecoração da Literatura.

Borges revolucionou a Literatura ao misturar gêneros e, por este motivo, é considerado um dos mais importantes literatos do século XX.

As ficções de Borges e os labirintos dos livros e do cotidiano

Borges e os labirintos dos livros e do cotidiano, com Júlio Pimentel Pinto (versão TV Cultura)

Em Busca de Borges

Direção: Cristiano Burlan

Produção: Brasil, Suíça

Gênero Drama

Duração: 85 minutos

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Antes de imprimir, pense. O meio ambiente agradece.

O pintor Italiano Michelangelo Merisi (1570 – 1610), mais conhecido como Caravaggio (devido ao seu nascimento em Lombardia, vilarejo de Caravaggio), é considerado o primeiro grande representante do Barroco (movimento nascido em Roma ligado à Contrarreforma religiosa, com forte influência em países católicos).

Os principais representantes do Barroco, além de Caravaggio são: Diego Velásquez (1599 – 1660), retratista e principal pintor da Corte do Rei Filipe IV, da Espanha – autor de As Meninas, Johannes Vermeer (1632 – 1675), segundo pintor holandês mais famoso e importante  do século XVII, considerada a Idade de Ouro Holandesacriador de Moça com brinco de pérola e Rembrandt Harmenszoon van Rijn (1606 – 1669), considerado por muitos, o maior pintor holandês de todos os tempos – artífice de Ronda Noturna.

O artista notabilizou-se por pintar personagens e eventos bíblicos em situações Read the rest of this entry »

Desde a sua invenção até os dias de hoje, a Fotografia ampliou o leque de vertentes, perpassando por diferentes gêneros, como o Fotojornalismo. O gênero teve início em 1887, com a publicação do jornal Daily Herald, primeiro panfleto ilustrado com fotos.

Consolidou-se nas décadas de 40 e 50, com a criação da agência Magnum (cooperativa fotográfica, criada por Henri Cartier-Bresson, Robert Capa, David Seymour e George Rodger) e do prêmio anual World Press Photo, respectivamente.

Confira 3 curiosidades sobre a Fotografia Esportiva!

1. Início

Já a Fotografia Esportiva, braço do Fotojornalismo, teve início em 1896, a partir do registro de alguns lances da primeira Olimpíada da Era Moderna, criada pelo francês Barão Pierre de Coubertin (1863 – 1937); realizada em Atenas, berço dos Jogos Olímpicos da Antiguidade.

7 Curiosidades Sobre As Olimpíadas Que Você Precisa Saber

7  imagens que marcaram época

 

2. Construção

Fotografia Esportiva ganhou força Read the rest of this entry »

Viaje pela História das Olimpíadas, o maior evento esportivo do planeta

1. O francês Pierre de Fréd, mais conhecido como Barão de Coubertin, criou os Jogos Olímpicos da Era Moderna, cujo lema é: mais rápido, mais alto, mais forte (Citius, altius, fortius), com o objetivo de celebrar a paz entre as nações.

A primeira Olimpíada foi disputada em Atenas, na Grécia (berço dos Jogos – criados em 776 a.C), em abril de 1896.

A realização da competição só foi possível, devido à intervenção do arquiteto grego Giorgios Averoff (membro da comunidade grega de Alexandria, no Egito), o qual bancou a construção de alguns locais para a disputa dos Jogos Olímpicos.

Na primeira Olimpíada da Era moderna, 241 atletas (todos homens), de 14 países competiram  em 9 modalidades desportivas: atletismo, esgrima, luta, ciclismo, ginástica, halterofilismo, natação, tiro e tênis.

Os Estados Unidos terminaram em primeiro lugar, com 20 medalhas (11 de ouro, 7 de prata e 2 bronze), seguidos por Grécia, com 46 insígnias (10 de ouro, 17 de prata e 19 de bronze) e Alemanha, com 13 (6 de ouro, 5 de prata e 2 de bronze).

Os vencedores foram premiados com uma medalha de prata, uma coroa de louros (como na Grécia Antiga) e um diploma;

3 Fatores Pouco Conhecidos sobre a Fotografia Esportiva

Anéis Olímpicos

2. O hasteamento da bandeira olímpica, com os 5 anéis entrelaçados e o juramento do atleta feito pelo atleta belga Victor Boin: (“Em nome de todos os competidores prometo que participaremos nestes Jogos Olímpicos respeitando e cumprindo suas regras, com verdadeiro espírito esportivo, para maior glória do esporte e honra de nossas equipes”), foram realizados, pela primeira vez, nos Jogos de Antuérpia (1920), na Bélgica.

Anéis Olímpicos

Anéis Olímpicos

Ademais, foi a primeira vez, que o Brasil enviou uma equipe (29 atletas) para participar das Olimpíadas. Os atletas brasileiros competiram em 3 modalidades: desportes aquáticos (natação, pólo aquático e saltos ornamentais), remo e tiro desportivo.

A Primeira Medalha de Ouro A Gente Nunca Esquece

E ganharam 3 medalhas, uma de ouro (a primeira do país e também da América do Sul), com o tenente do Exército, Guilherme Paraense, na prova de tiro rápido de 25 metros, uma de prata, com Afrânio Costa, na pistola livre, e uma de bronze, também na competição de pistola livre, com a equipe de tiro formada por: Afrânio Costa, Sebastião Wolf, Fernando Soledade, Dario Barbosa e Guilherme Paraense. Esta prova não existe mais. O país terminou em décimo quinto lugar;

Revezamento da Tocha Olímpica

3. O acendimento da tocha olímpica foi realizado, pela primeira vez, nas Olimpíadas de 1928, em Amsterdã, na Holanda.

A pira foi acesa nas ruínas de Olímpia, na Grécia, e levada até ao estádio, em Amsterdã, sede dos Jogos Olímpicos. Já o revezamento da tocha foi introduzido na Olimpíada de Berlim (1936), na Alemanha;

4. Adhemar Ferreira da Silva quebrou quatro vezes o recorde olímpico e duas vezes o recorde mundial, em uma única prova do salto triplo (16,22 m – nova marca mundial), nos Jogos de Helsinki (1952), na Finlândia.

Após conquistar a medalha de ouro, o atleta, pela primeira vez, na história, deu uma volta olímpica na pista, a fim de comemorar a sua conquista e de ser aplaudido pelo público presente;

5. A primeira nota 10 da Ginástica foi dada a Nadia Comăneci, ginasta romena, de apenas 14 anos, nos Jogos Olímpicos de Montreal (1976), no Canadá.

A atleta obteve 10 dos quatro jurados nas provas de paralelas assimétricas (eliminatórias), trave de equilíbrio e paralelas assimétricas (final por equipes). Nadia conquistou 3 medalhas de ouro, uma de prata e uma, de bronze;

O que importa na vida não é tanto o triunfo, mas o combate;

o essencial não é ter vencido, mas ter lutado bem. 

Barão de Coubertin

6. A maratona feminina foi introduzida nos Jogos Olímpicos de Los Angeles (1984), nos Estados Unidos. O grande destaque desta prova foi a suíça Gabriela Andersen-Schiess, a qual disputou a prova, com espasmos musculares e, por este motivo, completou os últimos 200 metros em 10 minutos.

Ao cruzar a linha de chegada cambaleante, foi amparada pelos médicos; mas, principalmente, foi aclamada pelo público, em reconhecimento ao seu esforço e espírito esportivo. Gabriela terminou a prova em trigésimo sétimo;

Confira a chegada emocionante de Gabriela Andersen-Schiess na Maratona Feminina Jogos Olímpicos de Los Angeles (1984) – alt tag

Confira a emocionante chegada de Gabriela Andersen-Schiess na Maratona Feminina Jogos Olímpicos de Los Angeles (1984)

Vanderlei Cordeiro de Lima

7. O grande destaque dos Jogos Olímpicos de Atenas (2004), na Grécia, foi, pela primeira vez, de um brasileiro: Vanderlei Cordeiro de Lima. O maratonista, que estava em primeiro lugar, foi atacado pelo padre irlandês Cornelius Horan. Após se desvencilhar do vigário, com a ajuda do grego, Polyvios Kossivas, continou a correr. Ao cruzar a linha de chegada, tal qual Gabriela, Vanderlei foi ovacionado pelo público presente, em reconhecimento ao seu espírito olímpico. Vanderlei terminou a prova em terceiro.

Medalha Barão Pierre de Coubertin

Vanderlei Cordeiro de Lima foi condecorado com a medalha Barão Pierre de Coubertin, de mérito olímpico, pelo Comitê Olímpico Internacional (a mais alta honraria da entidade desportiva) por seu alto grau de esportividade e espírito olímpico. O atleta é o único brasileiro a possuir tal distinção.

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